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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Minas do Pejão

Breve  historial das minas do Pejão
1859
Segundo informação que nos foi facultada por um dos nossos colaboradores, as minas do Pejão nasceram de uma inspeção efetuada em 1859 num local chamado “Monte das Cavadinhas”, no Pejão.
Os resultados dessa inspeção  não terão sido muito efusivos, sendo mesmo olhados com um certo desfavor.
No entanto, no ano de 1884 terão começado  os trabalhos de prospeção, levados a cabo por duas importantes Companhias Nacionais, sendo a exploração carbonífera executada  por máquinas a vapor, em lavra de céu aberto.
Mais tarde, a guerra de 1914-1918 proporcionou um notório incremento a esta exploração mineira.
Consequentemente, foram localizados outros afloramentos de carvão, nomeadamente em Folgoso, S. Domingos, Serrinha e Germunde.
E, assim  foi  constituída a Sociedade  denominada “Empresa Carbonífera do Douro” no ano de 1917, dando origem ao “Couto Mineiro do Pejão” com uma área superior a 505.000 hectares de terreno.
Mas, nem tudo era sucesso. Por razões diversas, esta exploração mineira sofreu várias oscilações , acabando mesmo por entrar em falência .


                                                                              1933
Durante uma viagem de negócios, um engenheiro belga, banqueiro de profissão e residente em Lis boa, tomou conhecimento desta situação,
Baseado em pareceres técnicos dos engenheiros que o acompanhavam, e convencido da real existência de carvão, deixou germinar a ideia de uma possível reativação.
Nesse contexto, enveredou esforços para levantar da falência e restaurar passo a passo, as condições mínimas que conduzissem ao efetivo bom funcionamento da exploração mineira. Corria já o ano de 1936
O seu esforço foi coroado de êxito e a Empresa agigantou-se…
E, de tal maneira cresceu que, por falta de alojamentos, o pessoal mineiro pernoitava em palheiros, ou em qualquer outro local, mesmo sem as mínimas condições de higiene e conforto.
O mercado de consumo absorvia toda a exploração. Os caminhos de ferro eram um importante cliente dos briquetes (carvão aglomerado)


Atividades Sociais
As atividades sociais eram, naquele tempo, qualquer coisa de extraordinário. A Empresa proporcionava assistência médica e medicamentosa aos seus funcionários, de forma quase gratuita.
Nos seus armazéns, os artigos de consumo essenciais, eram vendidos aos  seus  colaboradores, por preços muito atraentes, abaixo do seu valor em qualquer estabelecimento comercial..  
A cantina, vocacionada para atividades de ação social, distribuía diariamente cerca de 2.500 sopas para os mineiros.
Paralelamente foram criadas condições de abastecimento de géneros alimentícios que permitiram que os operários não ficassem sujeitos ao racionamento em sistema de senhas como acontecia em outros pontos do país.

Cultura
Foi constituída uma equipe de futebol
Foi constituída uma banda musical
 

 Estes aspetos culturais marcaram positivamente uma época. Dinamizaram vários setores artísticos, merecendo especial relevo a banda musical que, pela sua elevada qualidade, foi merecedora  de um galardão, prémio justo e bem merecido.                                   

                                     
Concluindo:
 Até 1985 o carvão extraído pela Empresa totalizou 13 milhões de toneladas.
Não é fácil esconder uma certa mágoa interior quando, nos dias de hoje, contemplamos os vestígios do que fora outrora uma autentica “cidade” agitada e frenética onde tudo era movimento.
Tudo passa…



Fojo (2012)





Germunde (2012) "Poço mestre"



Uma "sobrevivente"exposta em Pedorido


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