Setembro é, por excelência, o mês das colheitas. Todos sabemos que assim é, ou não sejamos pessoas nascidas e criadas em contacto direto com a Natureza, culturas e colheitas. Mas, como diz o velho ditado "Nem só de pão vive o homem", também não é só das colheitas que a terra dá que faz de Setembro o mês das colheitas. Não! Neste mês colhemos afetos, semeamos alegrias, partilhamos sorrisos e bazófias, neste mês, no dia especial de encontro de Guirelenses, não há famílias, mas FAMÍLIA! Sim,nestes dias Guirela faz a grande festa da família, Somos uma comunidade coesa, quase me atrevo a dizer que somos aquilo a que se pode chamar um Clã.
E o Clã Guirela é animado, a cada ano renovado. Este... neste... sentimos a falta de quem cedo partiu para a viagem sem retorno, mas que sabemos, um dia lá nos encontraremos no mesmo carinho, na mesma amizade. Com isto não quero dizer que não pesou..., pesou sim, faltou a alegria e a boa disposição de um ser de alma grande e bonita que sempre animava o convívio juntando a sua concertina (ou acordeão, não sei bem distinguir) aos restantes animadores.
Mas sei também que lá, onde se encontra, de certeza que se sentiu feliz porque sabe que continua vivo nos nossos corações.
E como eu não acredito que na morte tudo acaba, antes pelo contrário, acredito que a morte é uma porta aberta para uma vida melhor, e se partimos é porque cumprimos o plano (bem ou mal, melhor ou pior) para o qual viemos, ou seja, mudamos de casa.
Mas é melhor mudar de assunto, pois se continuasse a divagar sobre a vida aqui e a vida depois de vida, alongar-me-ia demais, estaria fora do contexto deste encontro e correria o risco de ser apelidada de louca ou de alienada por muita gente (não que isso me importe muito, note-se!)
Voltemos a Guirela. Também faltaram muitas pessoas que costumavam aparecer... a família estava mais pequena...
Mas eu ESTOU FELIZ!, porque vivi esse dia ao máximo, amei com incondicional amor todos quantos comigo se cruzaram, de uma maneira só minha, abracei com carinho todos quantos estiveram presentes, mesmo que o abraço não tenha sido sentido, foi um abraço d'Alma. E nesse abraço d'Alma vos mantenho, distribuindo carinhos e "docinhos de paz". Deixem-se envolver nele, porque (e vou voltar ao tema que disse não continuar), porque cada um de nós é uma semente de luz, de paz, de amor, somos células do TODO, somos então sementes estrelares.
Podem chamar-me doida, mas eu costumo dizer: "Graças a Deus que sou louca!"Graças a Deus que há um pedacinho Dele (Deus) dentro de cada um de nós!
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