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terça-feira, 17 de outubro de 2017





16 Outubro 2017                                              
Guirela está de luto





Não vai ser fácil descrever a situação. Uma nuvem de cinza e fumo cobre toda a paisagem.
Dói o coração, dói a alma. Guirela chora também.
Na verdade, a noite de 15 para 16 nunca mais esquecerá. As enormes e terríveis línguas de fogo não perdoavam. O calor, o fumo e o roncar ameaçador, abriam caminho para as tenebrosas labaredas.
Não há memória de uma situação semelhante. Nunca seria possível imaginar tal tragédia, mesmo que de um filme de ficção se tratasse.
O gigante monstruoso, de  passos bem  largos, continuava na sua senda  destruidora, implacável e cruel.
Em poucos minutos conseguiu destruir e esmagar tudo aquilo que encontrasse pela frente, perante o olhar aterrado da população indefesa.
Sem electricidade, sem água e  sem  comunicações, os próximos dias não serão fáceis. Mas o dia seguinte, sendo dia  de chorar, é muito  mas mais do que  isso:  é dia de recomeçar.
É dia de erguer a face e seguir em frente.
E assim será. Guirela vai erguer os braços, vai olhar em frente e vai reconstruir.
O fogo destruiu, mas Guirela voltará em breve a ser G UIRELA.

Os bens materiais podem desaparecer num instante mas os bens morais, esses sim:                         NÃO HÁ FOGO QUE OS DESTRUA

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