E o local de encontro e de festa foi a escola que, por uma tarde e parte da noite, deixou de ser um edifício abandonado, deixou de ser um fantasma do passado e foi um autêntico salão de festas onde se comeu, bebeu, cantou e dançou!
Cedo começaram os preparativos para a festança. Enquanto uns limpavam a sala, outros preparavam os assadores de churrascos, outros tratavam de arranjar a agulha dos pinheiros para a fogueira, outros preparavam a iluminação e o som, para que tudo estivesse "nos conformes" para a diversão.
Pouco passava da 16:00h e já o recinto do recreio e o hall começava a adquirir novas dinâmicas, novas emoções! Eram mesas a chegar, eram crianças a brincar, eram jovens a ornamentar a entrada do edifício, era, enfim...a alegria a pairar, a expandir-se, a ser vivida por quem ali se encontrava.
Cerca das 17:00h os assadores foram acesos e, ao som da música que cedo começou, as fêveras, as costeletas, os frangos, os chouriços, os pimentos... e nem sei mais o quê começaram a ser grelhados.
Na sala, já com as mesas encostadas umas às outras, ocupando um retângulo em quase todo o comprimento ao meio entre as janelas e a parede virada a norte, viam-se ao fundo, encostados à parede, garrafões de vinho e sacos que não deixavam "por mãos alheias" a festança que se adivinhava!
Já noite dentro, embora ainda cedo, pois que a hora de inverno nos adianta o anoitecer, a sala estava cheia e junto aos fogareiros já se via também um grupo (com um apetite mais voraz) à espera de um pedaço de carne para fazerem as sandes. Pouco depois já as panelas estavam nas mesas, já todos comiam e bebiam em amena cavaqueira, sempre com a tradicional música portuguesa a fazer-se ouvir. E também não faltou o caldo verde e o café (com ou sem cheirinho) para quem quisesse!
Como já referido, havia vinho, vinho americano, vinho maduro, vinho do Porto, jeropiga e sumos para as crianças e para os abstémios.
Depois de já se ter entrado nas carnes foram as castanhas! Era ver com que alegria as crianças saltavam a fogueira! E ouvir o crepitar da fogueira e o estalar das castanhas! E MELHOR AINDA, O SABOR DAS CASTANHAS ASSIM ASSADAS!
Mesmo com mesa posta, já sem as panelas, agora com as castanhas, os músicos locais não se fizeram rogados. O Manel e a Sara Margarida com os seus acordeões, o Mirinho com a sua viola e depois, já mais tarde, o Jerónimo também com outro acordeão, ainda mais animaram a festa e... começou o baile! Tocaram cantaram e... não faltou a cantiga ao desafio entre o Mirinho e o Sr. Baldomiro! Que bom foi ouvi-los!
Antes das sobremesas a Otíla leu o poema do Manuel Forninho, que está publicado neste blog e que a todos trouxe recordações que muito apreciaram.
Este relato não traduz, por muito que eu queira, a grandiosidade da festa que se viveu. Talvez amanhã volte a reescrever, ou a retocar, ou a acrescentar alguma coisa que tenha falhado... Por agora deixo as imagens.
NOTA: USO A NOVA GRAFIA, SIGO AS NORMAS DO ACORDO ORTOGRÁFICO JÁ EM VIGOR.
Estamos lindos, não estamos, Miro?




















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