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terça-feira, 18 de agosto de 2015

GUIRELA

Ao anoitecer...
Aqui, nesta janela "confidente"
Oiço o murmúrio das águas,

O rodar de um carro de mão...
Vejo o céu alaranjado
Com tons avermelhados,
Verdes e acinzentados
Sorrir-me feliz!
A noite aproxima-se..
E já brilham estrelas no ar...
O manto escuro vem convidar
a terra a repousar.
Mas...
Mesmo no crepúsculo
Homens conversam e trabalham,
Outros apreciam o ar fresco
Desta terra serena e bela.
Pudera!
Se é a minha aldeia!
Tão linda, tão bela,
Tão serena e tão singela,
A minha querida Guirela!

De Maria La-Salete Sá (20/02/1971)

(De referir que na altura em que escrevi o poema, Guirela era uma aldeia "virgem", a eletricidade ainda não tinha chegado lá, o que lhe concedia um encanto que hoje não se sente)

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